O Flamengo de 2013


Começou uma nova era no comando rubro-negro. A era do profissionalismo presidencial. A era das contas em dia, dos salários pagos em horas decentes. Afinal, trabalhador que não recebe, não trabalha. Um novo Flamengo está nascendo neste ano de 2013. O Flamengo racional, como diria o Rubro-negro, Tim Maia.

No entanto, como toda mudança, há que dar tempo ao tempo. Nada acontece de uma hora para outra! O Flamengo atravessa um momento não muito favorável, em termos futebolísticos – e não só. Os ‘Fantasmas do Passado’ (dividas) ainda pairam sobre o ar turbulento da Gávea. A saída do grande símbolo da raça Flamenga nos últimos tempos, Vagner Love, fez com que os ânimos da nação ficassem abalados. Hoje não temos uma referência dentro de campo. Um homem que seja o nome do time. Não que o Vagner alguma vez tivesse sido ‘O Cara’. Ele nunca foi. Mas era o cara que dava o sangue pelo time. Era o símbolo da raça! Sem esse símbolo, o time perdeu um pouco a sua identidade. Hoje, vemos um time mediano. Um time sem estrelas, onde os mais bem pagos, são os cabeças de área. O Flamengo não tem um Camisa 10. O cabeça. Vemos uma equipe jovem e sem experiência. Suficiente para jogar o campeonato estadual, sem dúvida. Mesmo que aos trampos e barrancos, como temos visto até agora. Três atuações medíocres, muito abaixo da média dos outros grandes do Rio, e até mesmo do Brasil.

Até o final do semestre o Flamengo terá muito que evoluir, se quiser almejar algo mais neste ano. Só resta assistir ao desenrolar da novela da Gávea, e torcer para que um dos grandes do Brasil não tenha um ano tão pífio e melancólico como foi o ano de 2012.

Igor Costa
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